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Espirulina: Saciedade e qualidade de vida

ESPIRULINA PÓ
Trata-se de uma alga de coloração azul-esverdeada de tamanho microscópico. Apresenta a forma espiral muito fina(daí provindo o seu nome), sendo seu comprimento de apenas uns décimos de milímetros. É um dos seres unicelulares mais simples e primitivos. É de fácil reconhecimento já que forma uma espuma esverdeada sobre a superfície da água. Somente é encontrada em lugares onde existe abundância de luz solar e águas alcalinas doces(em especial lagos). Seu habitat inclui territórios mexicanos(lago Texcoco), Japão, Tailândia e alguns lagos africanos(lago de Chad). A alcalinidade destes lagos, os quais exibem um pH próximo a 11, faz com que não haja crescimento de outra vida orgânica além da Espirulina, e desta forma podemos dizer que cresce como um monocultivo. 
A Espirulina é uma Proteína, possui uma grande porcentagem de soja, maior que outras fontes naturais(37%). É constituída por 21 aminoácidos diferentes, onde 8 deles são essenciais, é a fonte natural mais rica em Vitamina B12, Provitamina A, Vitamina B1, Vitamina B2, Vitamina B6, Vitamina E, Niacina, Biotina, Inositol, Ácido Pantotênico, Ácido Ascórbico, Ácido Nicotínico, Vitaminas D e K.
Alem disso, possui sais minerais como: cálcio, fósforo, ferro, sódio, magnésio, manganês, potássio, selênio, cromo e zinco.
Indicações 
 A Espirulina é uma espécie de um duplo valor: alimentício e medicinal. 
Por apresentar alta concentração em proteínas, proporciona uma sensação de plenitudegástrica, sendo portanto aproveitada nos regimes de emagrecimento. A quantidade elevada de fenilalanina que possui, ajuda a controlar o apetite . 
O seu alto teor de vitamina B12, muito superior ao encontrado num fígado dessecado, faz com que a Espirulina seja um coadjuvante no tratamento das anemias perniciosas ou como suplemento dietético nas dietas vegetarianas. Um grama de Espirulina supriria as necessidades diárias desta vitamina. 
Devido a sua concentração de cálcio ser superior a do leite, a Espirulina pode ser utilizada como suplemento dietético no tratamento da osteoporose .
A diferença entre a Espirulina e outras algas utilizadas na alimentação como Chlorella ou Scenedesmus está relacionada com as estruturas celulares. Assim, estas duas últimas espécies mencionadas são organismos eucariotos ou superiores, com a parede composta por substâncias similares a da celulose, fazendo com que estas não sejam aproveitadas totalmente pelos animais e provocando uma digestão parcial das proteínas. Já a membrana plasmática da Espirulina, por ser constituída por proteoglicanos e não por celulose, obtém-se uma digestão facilitada quando ingerida.
As mucilagens presentes proporcionam um efeito mucoso-protetor, demulcente e laxante mecânico. O conteúdo de fibra alimentar solúvel (24%) a faz apta para melhorar o trânsito intestinal em pacientes com prisão de ventre. 
Estudos recentes feitos no Japão revelaram que pacientes com câncer que receberam quimioterapia, aos quais se administrou Espirulina, tiveram menores efeitos colaterais ou adversos que o grupo de controle. 
Na pele atua acelerando o processo de cicatrização e prevenindo a queratinização.
Toxicidade/Contraindicações: 
Devido a riqueza que a Espirulina apresenta em ácidos nuclêicos e seu correspondente teor de purinas, é inadequado o seu consumo durante largos períodos devido ao perigo de gerar gota, ou uma hiperuricemia. Ocasionalmente, alguns pacientes queixaram-se de náuseas, vômitos e diarréias durante a administração. O elevado teor de cloreto de sódio pode ser inconveniente para pacientes hipertensos. É contraindicado o uso durante a gravidez, lactação e na hiperuricemia.
Dosagem e Modo de Usar:
150 a 250 mg/dia, como complemento dietético;   
500 - 3.000 mg/dia, como saciante.
Fórmulas comerciais existentes contêm 500 mg por cápsula ou comprimido, onde se toma 1 a 3 cápsulas meia hora antes das principais refeições. No caso para promover a saciedade usa-se 3 cápsulas meia hora antes das refeições.
1000 - 6.000 mg/dia, como desintoxicante.

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Referências Bibliográficas: 
ALONSO, J. R. Tratado de Fitomedicina. Isis Editora. 1998.
PR VADEMECUM DE PRECRIPCIÓN DE PLANTAS MEDICINALES. 3ªed. 1998.
TESKE, M.; TRENTINI, A. M. Herbarium Compêndio de Fitoterapia. Herbarium. 1994.

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